Está aqui

Bloco defende que Governo descongele já dois anos e continue negociação com professores

A coordenadora bloquista defendeu nesta quinta-feira que o Governo avance em 2019 com o descongelamento dos dois anos e nove meses para os professores e continue a negociação para cumprir a contagem integral. Catarina Martins declarou ainda que Bloco prefere eleições legislativas em outubro.
Delegação do Bloco de Esquerda, composta por Catarina Martins, José Manuel Pureza e Mariana Mortágua, à saída do encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa – Foto de Tiago Petinga/Lusa
Delegação do Bloco de Esquerda, composta por Catarina Martins, José Manuel Pureza e Mariana Mortágua, à saída do encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa – Foto de Tiago Petinga/Lusa

O Presidente da República tem estado a receber os partidos políticos para os ouvir sobre as datas das várias eleições do próximo ano e também sobre temas que os preocupam até ao final da legislatura, segundo a Lusa.

A delegação do Bloco de Esquerda foi recebida na tarde desta quinta-feira, 6 de dezembro, e era composta por Catarina Martins, José Manuel Pureza e Mariana Mortágua. À saída da audiência, Catarina Martins abordou a questão da contagem do tempo de serviço dos professores e as datas para a realização das eleições.

Descongelar já o que Governo tinha previsto e prosseguir negociação

“Do nosso ponto de vista, o que teria sentido era o Governo avançar já em 2019 com a parte de descongelamento que já tinha previsto. O que não pode é encerrar este descongelamento só com dois anos, uma vez que ficam a faltar os outros sete, mas aí poderá ser feito nos anos seguintes em negociação com os sindicatos”, declarou a coordenadora bloquista.

“A nossa opinião é clara: já vamos no segundo Orçamento que diz expressamente que haverá um descongelamento tendo em conta o tempo do serviço, e não uma parte, e que essa expressão remuneratória pode ser faseada de acordo com a negociação”, frisou Catarina Martins.

A dirigente bloquista esclareceu também que “descongelar em 2019 dois anos não é contraditório” com o que foi aprovado no parlamento, só será contraditório “se se disser que depois não se descongela mais nada”.

Catarina Martins salientou ainda que não há “nenhum problema em que sejam descongelados dois anos, desde que se assuma que esse não é um processo que fica fechado” e sublinhou que essa foi a solução adotada nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e que “seria bizarro” que se criasse outra fórmula no Continente.

Legislativas em outubro para que campanha eleitoral não seja nas férias

Sobre as datas das várias eleições, Catarina Martins referiu que “as eleições europeias já têm data mais ou menos natural”, que o PR já ouviu partidos na Madeira e que o Bloco “não tem nada a opor sobre a reflexão que o Presidente da República estará a fazer”.

Sobre a data das eleições legislativas, a coordenadora bloquista defendeu que se realizem em outubro e não em setembro, para que a campanha eleitoral não seja nas férias.

Em relação ao período político até às eleições legislativas, Catarina Martins reafirmou que as prioridades do Bloco passam pela legislação laboral, pelo investimento nos serviços públicos, por plano para a ferrovia e pela lei de bases do Serviço Nacional de Saúde.

Questionada se os recentes “casos” parlamentares justificam mais medidas de transparência, Catarina Martins respondeu afirmativamente, lembrando que o Bloco tem uma proposta sobre a matéria.

“O Bloco de Esquerda apresentou no início da legislatura a proposta para a criação de uma entidade para a transparência com capacidade de fiscalizar e impor cumprimento de regras aos titulares de cargos públicos”, recordou, defendendo que “é altura de aprovar esta entidade” e sublinhando que é necessária “uma entidade externa ao parlamento com capacidade de fiscalização” dos titulares de cargos políticos.

Termos relacionados Política
(...)