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Manifestações contra a extrema-direita na Andaluzia

Na sequência do resultado eleitoral do partido de extrema-direita Vox nas eleições regionais da Andaluzia, foram convocadas várias manifestações de repúdio. Partidos de direita ponderam coligação com o Vox e patrões da comunicação social aconselham as redações a não utilizar a palavra extrema-direita.
Foto de Emilio/Flickr

“A Andaluzia não é lugar para fascismos”. A palavra de ordem juntou vozes contra o Vox nas cidades de Córdoba, Cádiz, Jaén e Almería esta terça-feira. Na segunda-feira tinha sido a vez de Sevilha, Málaga e Granada. As mobilizações foram convocadas nas redes sociais por coletivos antifascistas. E repetem-se nos próximos dias.

Os manifestantes indignam-se contra a possibilidade do recém-formado partido Vox entrar para o governo regional em coligação com as outras forças de direita: “Franco não morreu, está no parlamento”, gritam.

Já os partidos de direita não se mostram tão indignados. Alberto Rivera, líder do Ciudadanos, considera “irresponsável” afastar o Vox dos cenários de acordo de governação da direita andaluza. Ao mesmo tempo reclama para o seu partido a chefia dessa possível aliança. O PP, que perdeu votos e sete deputados, confessa-se “eufórico” pela possibilidade de acabar com o governo socialista na região. O líder local, Juan Manuel Moreno, também coloca em equação entrar num governo com a extrema-direita. “O mandato dos andaluzes foi claro: a Andaluzia quer uma mudança e vai tê-la”, alega.

A normalização da extrema-direita chega ainda por outra via: o sindicato CNT denuncia que o Grupo Joly, que edita nove títulos na região, enviou um e-mail esta terça-feira pedindo às suas redações que não refiram o caráter antifascista dos protestos contra o Vox nem lhe apliquem a classificação de “extrema-direita”.

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