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Mundo: aumenta a insegurança dos jornalistas

Este ano foram já assassinados 66 jornalistas. No ano passado foram 78. Número a que se somam 326 presos. Turquia, China e Egito somam mais de metade das detenções.
Foto de jlmaral/Flickr

Jefferson Pureza Lopes era um produtor e apresentador de uma rádio local brasileira. Criticava políticos locais e denunciava a corrupção. A 17 de janeiro deste ano foi morto à bala na sua sala de estar.

Este é um dos casos que o jornal The Guardian realça esta quarta-feira na sequência da apresentação de um relatório da organização Article 19 onde se defende que as ameaças à segurança estão no nível mais alto em 10 anos.

Thomas Hughes, diretor executivo da organização, pensa que há uma normalização da hostilidade face aos meios de comunicação social que é o outro lado da moeda do crescimento do populismo de extrema-direita.

Outra fonte, Committee to Protect Journalists confirma 66 casos de assassinatos este ano. Se lhes juntarmos outros trabalhadores do setor o número provisório aumenta para 73. Esta ONG tem disponível um mapa interativo onde se pode detalhar quantas pessoas, onde e qual a causa suposta da morte.

Numa década foram 300 os jornalistas assassinados. No ano passado foram 78. Número a que se somam 326 presos. Turquia, China e Egito somam mais de metade das detenções.

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