Quercus alerta para consequências da construção da Barragem do Tua

03 de julho 2011 - 18:21

Núcleo regional da Quercus de Vila Real e Viseu alerta “os novos responsáveis políticos nacionais” para a “destruição da Paisagem Património Mundial do Douro Vinhateiro” em consequência do “início dos trabalhos de construção da Barragem do Tua”. Leia o comunicado.

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A barragem da Foz do Tua vai submergir 16 dos menos de 60 quilómetros do que resta do caminho-de-ferro no Nordeste Transmontano. Foto Movimento Civico pela Linha do Tua.

No seu comunicado, a Quercus refere que “a lamentável ferida que se rasga na foz do rio Tua, com o início dos trabalhos de construção da Barragem do Tua, é já visível a quilómetros de distância, em diferentes locais de ambas as margens do Rio Douro”.

Para esta associação, é necessário “repensar e inverter com urgência a anunciada sentença de morte do Vale do Tua e, e nesse sentido, a Quercus apela aos novos decisores políticos que revejam não só o projecto da Barragem de Foz Tua, mas todas as barragens  do Plano Nacional de Barragens com Elevada Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)”.

No entender da Quercus, “com estas grandes construções, nomeadamente a Barragem de Foz Tua, para além de perdas irrecuperáveis no que toca ao património natural, cultural e humano, está também em causa a oportunidade de um desenvolvimento sustentável na região, assente na agricultura e no turismo de natureza, cultural e ferroviário”.

Os “interesses de alguns grupos económicos portugueses como sejam a EDP ou a Mota Engil” não se podem sobrepor a tudo o resto, sustenta a associação, sendo que é “urgente rever as concessões e parcerias público privadas, tal como exige a `troika´ e como anunciado pelo novo Governo”.