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“Salário mínimo positivo, mas governo podia ter ido mais além”

O Governo anunciou que propôs aos parceiros sociais o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros e na administração pública para 635 euros. Pedro Filipe Soares lembra que o Bloco negociou 600 euros com o executivo em 2015 e afirma que o “Governo podia ter ido mais além”.
Pedro Filipe Soares - Foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)
Pedro Filipe Soares - Foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

O Governo apresentou, nesta sexta-feira 7 de dezembro de 2018, na reunião da Concertação Social, a proposta de subida do Salário Mínimo Nacional para 600 euros em 1 de janeiro de 2019.

O Governo propôs também aos sindicatos da Administração Pública a subida do salário mínimo na função pública de 580 para 635 euros.

Proposta do Bloco de Esquerda em 2015

Em declaração à comunicação social, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, lembrou que o Bloco de Esquerda “colocou em cima da mesa das negociações, em 2015” o Salário Mínimo Nacional chegar aos 600 euros, na legislatura.

“Muitos diziam que era irrealizável”, recorda Pedro Filipe Soares, salientando que se provou que era realizável, “como até tínhamos condições para ir além, apesar de o Governo não ter tido essa vontade, cumprindo pelos mínimos esse acordo”.

“O mesmo se passa na administração pública”, afirmou o líder parlamentar bloquista, lembrando que o Governo “iniciou este ano dizendo que não havia qualquer margem para aumentos na administração pública”. “Teve de recuar, porque nós provámos e demonstrámos que era possível haver aumentos, porque a situação económica do país estava melhor”, salientou.

“Mais uma vez, a pressão feita à esquerda resultou positivamente para os trabalhadores, mas mais uma vez o Governo veio pelos mínimos naquilo que podia ter ido mais além. E esse é o ponto principal a retirar medidas positivas mas que podiam ter ido além”, destacou Pedro Filipe Soares, lamentando a falta de vontade do executivo.

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