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“Trabalhadores da Plural trabalham em condições que os ofendem”

Catarina Martins esteve esta noite no piquete de greve dos trabalhadores da Plural Entertainment, em luta por condições de trabalho dignas, contra a precariedade, as disparidades salariais e os horários de 12 horas.

A coordenadora bloquista lembrou que em todos os setores argumentam que há especificidades para justificar a precariedade, mas que tal não é verdade.

Catarina Martins elogiou a luta dos trabalhadores da Plural para mostrarem que também na Cultura se tem de trabalhar com dignidade.

“Estamos a falar de técnicos, produtores, atores, aqueles que nós vimos todos os dias na televisão, que gostamos de ver. Falamos daqueles que fazem os conteúdos audiovisuais em Portugal. Tantos deles são premiados e estão a trabalhar em condições que os ofendem e não respeitam minimamente os seus direitos”, frisou a dirigente do Bloco.

Catarina Martins lembrou ainda que muitos trabalhadores “estão em falsos recibos verdes, ou são obrigados a constituírem-se em empresas unipessoais, estão contratados através de outsourcing, é-lhes negada uma carreira contributiva, chegam a ter de trabalhar 12 horas seguidas…”

“Isto não é aceitável. É muito importante a luta que está a acontecer na Plural”, vincou.

A coordenadora bloquista lembrou ainda que “já há muitos anos que o Bloco chama a atenção para as condições em que a produção audiovisual funciona e os ataques aos direitos dos trabalhadores”.

“Já várias vezes pedimos a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho e temos a expectativa de que aqui na Plural se possa chegar a um acordo que respeite os direitos dos trabalhadores e seja um exemplo não só nesta empresa mas em todas as empresas de produção de audiovisual em Portugal”, assinalou.

 

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