“Para nós, não basta que o governo vá embora. É preciso que a política que colocou o nosso país na situação em que se encontra seja alterada”, frisou o líder da CGTP, defendendo que o governo “tem de ouvir o descontentamento do povo”, já que, “se não nos ouvir, a contestação irá aumentar” até ao ponto em que só lhe restará sair pela “porta dos fundos”.
Para Arménio Carlos, é necessário implementar outra política, que “obrigue a que a economia esteja ao serviço das pessoas”.
“O Presidente da República ontem [sexta-feira] referia que os sacrifícios têm que ter sentido. Nós dizemos que os sacrifícios estão a ser dirigidos em sentido contrário”, afirmou, salientando que as medidas impostas afetam sobretudo os que menos podem, entre trabalhadores, reformados e micro e pequenas empresas.
Segundo o dirigente sindical, é preciso taxar o capital e pôr a pagar aqueles “que nunca pagaram nada ou quase nada”, evitando que a austeridade recaia sempre sobre os mesmos.
A Marcha Contra o Desemprego, que tem por lema: Trabalho com direitos - Portugal com Futuro, é constituída por duas colunas a convergirem para Lisboa, onde se encontrarão dia 13 outubro, na Praça da Figueira, daí marchando até à Assembleia da República.
Este sábado, a Marcha percorre, no Norte, o Porto e, no Sul, passou pelo distrito de Faro durante a manhã, estando, durante a tarde, a percorrer o distrito de Beja.