É necessária uma política que “obrigue a que a economia esteja ao serviço das pessoas”

06 de outubro 2012 - 16:05

Arménio Carlos, que está este sábado na coluna do sul da Marcha Contra o Desemprego da CGTP, que percorre o distrito de Faro, apelou à mobilização dos portugueses contra a política do governo e defendeu que é necessário implementar outra política, que “obrigue a que a economia esteja ao serviço das pessoas”.

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Foto publicada no site da CGTP.

“Para nós, não basta que o governo vá embora. É preciso que a política que colocou o nosso país na situação em que se encontra seja alterada”, frisou o líder da CGTP, defendendo que o governo “tem de ouvir o descontentamento do povo”, já que, “se não nos ouvir, a contestação irá aumentar” até ao ponto em que só lhe restará sair pela “porta dos fundos”.

Para Arménio Carlos, é necessário implementar outra política, que “obrigue a que a economia esteja ao serviço das pessoas”.

 “O Presidente da República ontem [sexta-feira] referia que os sacrifícios têm que ter sentido. Nós dizemos que os sacrifícios estão a ser dirigidos em sentido contrário”, afirmou, salientando que as medidas impostas afetam sobretudo os que menos podem, entre trabalhadores, reformados e micro e pequenas empresas.

Segundo o dirigente sindical, é preciso taxar o capital e pôr a pagar aqueles “que nunca pagaram nada ou quase nada”, evitando que a austeridade recaia sempre sobre os mesmos.

A Marcha Contra o Desemprego, que tem por lema: Trabalho com direitos - Portugal com Futuro, é constituída por duas colunas a convergirem para Lisboa, onde se encontrarão dia 13 outubro, na Praça da Figueira, daí marchando até à Assembleia da República.  

Este sábado, a Marcha percorre, no Norte, o Porto e, no Sul, passou pelo distrito de Faro durante a manhã, estando, durante a tarde, a percorrer o distrito de Beja.

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