A intervenção da eurodeputada do Bloco de Esquerda integrada no grupo GUE/GNL foi proferida durante um debate sobre a situação na Síria realizado na sessão plenária do Parlamento Europeu a decorrer em Estrasburgo. “Opomo-nos à guerra civil”, prosseguiu a eurodeputada, “a solução tem de ser diplomática e política”, a opção “tem de ser dada ao povo sírio, a de viver em democracia, em paz e com direitos”: não pode ser restringida a “escolher entre a peste e a tragédia”.
Marisa Matias sublinhou a posição da Esquerda Unitária de “não reconhecer legitimidade a qualquer ator internacional relativamente à investigação do processo, a não ser as Nações Unidas”. “Não temos memória curta”, prosseguiu, “sabemos quantas vezes já fomos enganados”.
A eurodeputada do Bloco de Esquerda especificou que a “União Europeia pode fazer muita coisa”. Por exemplo, “apoiar os refugiados mais do que tem feito, apoiar a solução política ainda mais do que tem feito e liderar uma conferência internacional tendo em conta a proibição e destruição de armas químicas, nucleares e bacteriológicas”.
Marisa Matias deixou no ar uma interrogação final capaz de gelar toda a bancada “socialista e democrata”: “Seria interessante saber de que lado está o Sr. Hollande”.
Da bancada da Esquerda Unitária interveio igualmente no debate o eurodeputado espanhol Willy Meyer, que recordou os factos de 2003 quando o secretário de Estado norte-americano Collin Powell abriu as portas à invasão do Iraque através de dados sem consistência. “Não queremos outra guerra ilícita e ilegal baseada em falsas informações”, disse. “Qualquer forma intervenção é um regresso à barbárie”.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.