“Cultura é central para o desenvolvimento do país”

17 de setembro 2011 - 20:23

Artistas e Públicos Indignados protestam no Rossio, em Lisboa, contra os ataques de que é vítima a cultura, e defendem a sua centralidade para a emancipação dos cidadãos.

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Movimento quer afirmar a centralidade da cultura para o desenvolvimento do país e para a emancipação dos cidadãos. Foto de Paulete Matos.

Cerca de 300 pessoas compareceram ao protesto dos Artistas e Públicos Indignados, no final da tarde deste sábado no Rossio, em Lisboa. Performances de actrizes e actores, a chamar a atenção para as dificuldades que a cultura atravessa, actuações musicais, particularmente de percussão, animaram os presentes e chamaram a atenção dos transeuntes.

O protesto foi organizado no Facebook por um grupo de artistas e membros do público, que abriram as intervenções com a leitura do manifesto. Em seguida, falaram o jornalista e professor António Loja Neves e a cineasta Raquel Freire. Loja Neves sublinhou que a cultura está a ser alvo de um ataque ideológico que é semelhante àquele que é desenvolvido em torno da crise financeira, que também não foi criada pelos cidadãos. Diversas intervenções apelaram à defesa da cultura, porque é a identidade do país que está em causa, da mesma forma como está a ser posta em causa a saúde ou a educação. A cultura não se pode reduzir ao zero que querem impor.

Para a deputada – e também actriz – Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, este “é um movimento do sector cultural de defesa de políticas públicas para a cultura, que não é uma reacção a nenhuma medida em concreto, mas nasce da indignação pelo ataque de que a cultura está a ser alvo.” Catarina Martins sublinhou que este movimento “pretende afirmar a centralidade da cultura para o desenvolvimento do país e para a emancipação dos cidadãos”, concluiu.

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