“OE 2013 não é assunto encerrado”, diz CGTP

31 de outubro 2012 - 12:42

A CGTP reuniu nesta quarta feira com Bloco de Esquerda, PCP, PS e PEV, defendendo que o OE para 2013 “não é um assunto encerrado” e tem diversas matérias “feridas de inconstitucionalidade”. O Bloco de Esquerda concordou com a CGTP e apresentou propostas alternativas à proposta orçamental do Governo.

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Uma delegação da CGTP, composta por Arménio Carlos, Carlos Trindade e Joaquim Dionísio, reuniu nesta quarta feira com uma delegação do Bloco de Esquerda, composta por Luís Fazenda, Mariana Aiveca e Joana Mortágua.

No final, Arménio Carlos declarou à Antena Um que o chamado plano B, mostra que “quem está a governar um país e assume à partida uma posição desta natureza, não só está numa posição fragilizada, como também está a dar uma imagem de grande descredibilização”.

O secretário-geral da CGTP frisou também que o “Orçamento de Estado não é um processo encerrado” e que “há um conjunto de matérias” que na opinião da CGTP “estão feridas de inconstitucionalidade”.

Arménio Carlos anunciou ainda que “a CGTP vai solicitar uma audiência ao Presidente da República com caráter de urgência”, para apresentar os documentos que nesta quarta feira entregaram aos grupos parlamentares (avaliação da proposta do governo e propostas alternativas) e também outro documento identificando matérias que a CGTP considera inconstitucionais, “para dar um contributo para que o mais alto magistrado da nação se pronuncie a tempo e evite o desastre”.

A delegação do Bloco de Esquerda manifestou concordância com os aspetos negativos da proposta de OE para 2013, apresentou propostas alternativas e salientou que não faltam matérias em que o OE 2013 está ferido de inconstitucionalidade.

As duas delegações sublinharam ainda a importância da Greve Geral Ibérica e Jornada Europeia de Luta de 14 de novembro de 2012.