A marcha contra o desemprego, promovida pela CGTP, começou nesta sexta feira e decorre até ao próximo dia 13. A marcha teve início com duas colunas, uma partiu de Braga e outra de Vila Real de Santo António e Lagos no Algarve. Estas duas colunas percorrerão o país, mobilizando os protestos contra a política austeritária do Governo, e convergirão para Lisboa, onde se encontrarão no dia 13 na Praça da Figueira, deslocando-se depois para a Assembleia da República.
Neste primeiro dia da marcha, o secretário-geral da CGTP participou na coluna que partiu de Braga. Arménio Carlos afirmou que "Portugal tem o pior Governo do mundo", referiu que “cada dia a mais com este Governo em funções é um dia de sofrimento", porque "este Governo não vale um tostão furado", e frisou que o Governo não tem "coragem" para atuar nas Parcerias Público Privadas, porque "são negócios de amigos", preferindo, por isso, "cortar em setores essenciais como a Saúde, a Segurança Social e a Educação".
Segundo a agência Lusa, o secretário-geral da CGTP respondeu também à UGT, afirmando que "o tempo não está para divisões" e que é preciso dar uma "resposta clara" de contestação às políticas de direita.
Arménio Carlos frisou que a CGTP "não vai entrar nas discussões laterais nem perder-se com o acessório", vai centrar-se no "essencial", apontando que o "pacote" de austeridade anunciado pelo ministro das Finanças "afeta a todos de igual modo, sejam filiados nos sindicatos da CGTP ou da UGT".
"Mais do que nos preocuparmos com aqueles que nos querem dividir vamos apelar a todos os trabalhadores e organizações sindicais que não sejam filiadas na CGTP que se juntem a nós e que venham connosco", sublinhou ainda Arménio Carlos.