“Prova é vingança contra geração”

18 de dezembro 2013 - 11:04

A coordenadora do Bloco de Esquerda acusa o ministro da Educação de atacar a dignidade dos docentes e de destruir a escola pública, ao mesmo tempo em que se recusa a vincular os professores contratados.

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Catarina Martins: “Há décadas que os professores contratados trabalham como precários e são eles que fazem a escola pública todos os anos”. Foto de Paulete Matos

“Esta prova não tem sentido nenhum e é quase uma vingança contra uma geração, ao decidir que esta seja feita apenas pelos professores com menos de cinco anos de serviço”, disse à Lusa a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, diante da escola secundária Padre António Vieira, em Alvalade, em Lisboa, aonde foi para demonstrar a solidariedade com a contestação à prova de avaliação imposta pelo ministério aos professores com menos de cinco anos de serviço.

Para a deputada bloquista, a realização da prova de avaliação dos professores precários “é um ataque à dignidade dos docentes" de um ministro da Educação que pretende destruir a escola pública.

Por outro lado, a coordenadora do Bloco recordou que o ministro da Educação não faz o que a lei obriga e que o Provedor de Justiça e a Comissão Europeia dizem que tem de ser feito: vincular os professores contratados. “Há décadas que os professores contratados trabalham como precários e são eles que fazem a escola pública todos os anos”, declarou. “Hoje, o Bloco está solidário com a luta dos professores contra esta prova, porque a prepotência do ministério de Nuno Crato destrói a escola pública”, sublinhou.