“Queremos saber o que é que mudou em menos de uma semana”

04 de dezembro 2012 - 13:48

Depois de Vítor Gaspar ter dado o “dito pelo não dito”, afirmando que Portugal não vai beneficiar das novas condições acordadas para o empréstimo à Grécia, o Bloco recorda que o “o serviço da dívida é um dos encargos mais significativos de despesa pública” e quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento.

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O Bloco considera que o que o Governo deu “o dito pelo não “dito”, colocando-se “do lado dos interesses alemães e franceses em vez dos nacionais”.

O Bloco de Esquerda quer ouvir o ministro das Finanças, com caráter urgência no Parlamento, para que Vítor Gaspar esclareça as condições de financiamento a Portugal.

Depois do ministro das Finanças ter afirmado, esta segunda-feira, que Portugal não vai beneficiar das novas condições acordadas para o empréstimo à Grécia, criticando o que considerou a “simplificação excessiva de assuntos complexos”, o Bloco recorda que foi o próprio Vítor Gaspar quem anunciou no debate do Orçamento de Estado que Portugal iria beneficiar de uma melhoria de condições do empréstimo europeu.

O deputado Pedro Filipe Soares considera que, após a reunião do Eurogrupo desta segunda-feira, que o Governo deu “o dito pelo não “dito”, colocando-se “do lado dos interesses alemães e franceses em vez dos nacionais”.

“Tudo dá conta de um ministro que se ajoelhou aos interesses alemães e franceses. Exigimos que o ministro dê a cara, queremos esclarecimentos e saber o que é que mudou em menos de uma semana”, defende o deputado do Bloco.

No requerimento, apresentado na Assembleia da República, o Bloco esclarece que “o serviço da dívida é um dos encargos mais significativos de despesa pública” e “a redução das obrigações decorrentes desses encargos tem enorme significado nas contas públicas.

Assim, diz o Bloco, “é incompreensível que o Governo tenha recuado numa matéria tão essencial, deixando de exigir na Europa um tratamento igual para os países que estão na mesma situação relativamente aos empréstimos internacionais”.

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