O lançamento do livro "Em defesa da Maternidade Alfredo da Costa", editado pela Bertrand e coordenado pela diretora do serviço materno-fetal, Ana Campos, e pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, está marcado para as 18h45 desta quinta-feira no Palácio Galveias, em Lisboa, com apresentação da vereadora Helena Roseta e do diretor do International Journal of Healthcare Management, Paulo Moreira.
Em declarações ao jornal i, Ana Campos diz que o livro é uma homenagem à maternidade mas também "uma lição sobre o que não se deve fazer em administração pública: dizer que alguma coisa vai fechar sem haver um único papel que o sustente". Uma opinião partilhada por Ricardo Sá Fernandes, que vê nessa ausência de estudos que fundamentem a decisão de encerrar a MAC "o pecado original de todo este infeliz caso".
Ana Campos aproveitou para responder à "campanha absolutamente clara para denegrir a maternidade" que tem tido eco mediático nas últimas semanas. "A estratégia é pegar em casos avulsos, multiplicá-los e torná-los uma tendência. Tornar perdas embrionárias em bebés mortos e dar uma dimensão enorme a situações que ocorrem em qualquer hospital", explica a responsável da MAC.
Os planos do Governo para encerrar aquela que é considerada a melhor maternidade do país foram travados pela iniciativa dos profissionais e defensores da MAC nos tribunais. Mas o Ministério da Saúde não desiste de desarticular os serviços da Maternidade, mesmo sem ter construído o hospital que deveria acolher as equipas, já que a construção do Hospital Oriental de Lisboa foi congelada pela maioria PSD/CDS. Nas últimas semanas, Santana Lopes veio reclamar a entrega do edifício à Santa Casa da Misericórdia assim que o Governo conseguir fechar a maternidade.
O recurso interposto por ordem do ministro Paulo Macedo ainda corre nos tribunais, tal como outra ação destinada a contrariar a decisão do tribunal que impediu a desarticulação das equipas com a transferência de quatro blocos operatórios para o hospital da Estefânia. A juíza explicou a decisão considerando que fechar a MAC seria uma "afronta injustificada, desnecessária e ilegal da saúde pública".