A partir da crise de 2008, as ajudas públicas aos bancos chegaram a somar no máximo 22 mil milhões de euros. O Diário de Notícias explica este domingo que, desta verba, “falta saldar” 21,3 mil milhões, ou seja 96,5% do total.
O jornal apoia-se nos pareceres da Conta Geral do Estado, elaborados pelo Tribunal de Contas. O último disponível diz respeito a 2024 e foi entregue à Assembleia da República a 8 de outubro. Neste se mostra que, em 2021, o valor máximo em apoios atingiu os 22.049 mil milhões de euros. Os cálculos feitos pelo diário a partir daqui indicam que o Estado apenas conseguiu reaver, entre 2022 e 2024, 765 milhões de euros, isto é perto de 3,5% do prejuízo. E acrescenta-se que o valor por saldas “foi atirado pelos sucessivos governos (desde 2008) para a dívida pública, alimentando a despesa em juros, que sobrecarrega as contas públicas”.
O valor por reaver equivale a 8% da dívida pública em stock ou, feitas as contas de outra forma, a 7,4% do PIB.
O caso do BES/Novo Banco é o mais grave. Este deu um prejuízo por saldar de 8,3 mil milhões de euros (40% do total). O dinheiro foi atribuído ao banco supostamente para evitar a “derrocada” do sistema financeiro nacional. Já o BPN deixou por pagar 5,9 mil milhões de euros. O Banif 2,9 mil milhões. O BPP 263 milhões de euros.
Por outro lado, apenas dois bancos pagaram os apoios: o BCP e o BPI.