O protesto da "Geração à Rasca", agendado para o próximo dia 12 de Março, pelas 15h, na Avenida da Liberdade em Lisboa, e na Praça da Batalha, no Porto, já mobiliza, no Facebook, mais de 38 mil participantes e estende-se a sete cidades – Lisboa, Porto, Viseu, Leiria, Faro, Funchal e Ponta Delgada.
Numa Carta Aberta à Sociedade Civil, dirigida a “todos os Cidadãos, Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades”, os organizadores identificam esta iniciativa como “um protesto apartidário, laico e pacífico, que pretende reforçar a democracia participativa no país, e em consonância com o espírito do Artigo 23º da Carta Universal dos Direitos Humanos” e esclarecem que protestam pelo direito ao emprego, à educação, pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade e pelo reconhecimento das qualificações, competências e experiência, espelhado em salários e contratos dignos.
No final do documento, os organizadores anexam o manifesto que suporta este protesto, no qual se esclarece que “a geração com o maior nível de formação na história do país”, na qual se incluem “desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”, irá dar o seu “contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país”.
Paula Gil, uma das organizadoras do protesto da “Geração à Rasca”, considera que a adesão massiva à iniciativa se explica pelo facto de a precariedade ser “transversal” e afectar muita gente.