Apelo internacional para salvar Haddi

16 de março 2021 - 19:59

O jornalista saaraui está em greve de fome há 61 dias numa prisão de Marrocos, onde se encontra para cumprir 25 anos de prisão. Campanha pede a libertação de Haddi e confronta a ONU e o Comité Internacional da Cruz Vermelha.

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CEAS Sahara / Coordinadora Estatal de Asociaciones Solidarias con el Sáhara | Facebook

O jornalista Mohamed Lamin Haddi está preso em Marrocos para cumprir uma pena de 25 anos e encontra-se em greve de fome há 61 dias. A sua família, no dia 13 de março, pediu uma prova de vida do jornalista, pois não tem notícias dele há 60 dias.

As autoridades marroquinas afirmam que Haddi se encontra em bom estado de saúde, mas não fornecem provas desse facto. A advogada do jornalista apresentou uma queixa no dia 2 de fevereiro, ainda sem resposta por parte do Procurador do Rei.

Surgiu agora uma campanha que pede a libertação de Haddi. A iniciativa consiste num vídeo da mãe da Haddi a pedir a sua libertação urgente. Também exige a libertação de todos os presos políticos saarauis condenados injustamente pelas autoridades marroquinas.

Munina, mãe de Haddi, pede a sua transferência para o Saara Ocidental e solicita a intervenção das organizações internacionais de direitos humanos e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

A campanha também se desenvolve nas redes com apelos diretos às instituições públicas como mensagens como #FREEDOMHADDI e #LIBERTADPRESOSPOLITICOSSAHARAUIS

A iniciativa lembra que Haddi foi detido após os acontecimentos de Gdeim Izik e condenado a 25 anos de prisão, tal como a sua transferência para as prisões de Marrocos.

Haddi decidiu agora avançar com a greve de fome depois de estar já há 4 anos em solitária, desde 17 de setembro de 2017.

 

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