Artistas e Públicos Indignados concentram-se este sábado

14 de setembro 2011 - 13:16

Objectivo da iniciativa é denunciar o desmantelamento progressivo de que estão a ser vítima a Cultura e as Artes. Manifesto tem centenas de subscritores.

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O "abraço" ao Teatro Nacional D. Maria II, na noite de 24 de Novembro de 2010. Foto Mariana Filipe

Um grupo de artistas das mais variadas áreas – programadores, encenadores, actores, cineastas, escritores, programadores culturais, entre muitos outros – convocou uma concentração/protesto no próximo sábado, 17 de Setembro, às 17h, no Rossio de Lisboa. Esta quinta-feira terá lugar uma conferência de imprensa com os promotores da iniciativa.

O objectivo da iniciativa é denunciar o desmantelamento progressivo de que estão a ser vítima a Cultura e as Artes, por um governo que tem como único critério uma atitude mercantilista. “O actual governo foi mais longe ainda e terminou com o estatuto ministerial que, duramente, a Cultura tinha ganho”, dizem, prevendo que esteja para surgir, e em força, uma tentativa de destruir a massa crítica que possa surgir através deste sector, por parte daqueles que inventivamente querem passar mensagens que deixem espectadores a pensar.

Sabe-se que a primeira medida que a actual tutela da Cultura está a estudar é nada mais nada menos que uma 'aplicação' do IVA em todas as actividades culturais – ou seja, mais impostos, mais penalização para artistas e público.

“Artistas e Públicos Indignados é uma 'revolta!' de gente da 'cultura' perante uma conjuntura que representa um retrocesso civilizacional em termos de direitos de cidadania, uma 'revolta' que é intérprete não só de um sentimento colectivo de desalento, ainda difuso, e que deseja encontrar uma linguagem certa para o denunciar”, lê-se na declaração dos promotores da iniciativa.

“Queremos que a Arte e a Cultura nos ajudem a fazer um país melhor, um país que questione, critique e altere um modelo de sociedade que claramente falhou”, apelam.

São promotores do evento:

Dolores de Matos, programadora, encenadora e actriz

Eugénia Vasques, Prof. Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, crítica teatral

Joaquim Paulo Nogueira, dramaturgo e investigador

Leonor Areal, cineasta

Margarida Paredes, escritora, antropóloga

Mário Nuno Neves, autarca e publico muito indignado

Paulo Raposo, Prof. Instituto Universitário de Lisboa/ISCTE, antropólogo

Patricia Freire, programadora cultural

Rui Rebelo, músico

Sara Gonçalves, actriz, encenadora

O manifesto já foi assinado por muitas centenas de artistas.

O contacto para adesões é: [email protected]

Ligação para o evento no Facebook