“É quase um insulto à comunidade estudantil a Universidade propor estágios gratuitos e dar a possibilidade de outras empresas explorarem os estudantes que acabam os seus cursos”, criticou Diogo Barbosa, da coordenadora de estudantes do Bloco de Coimbra, em declarações à Rádio Universitária.
Defendendo que os estágios “são um instrumento fundamental para a inserção no mundo do trabalho”, Diogo Barbosa frisou, contudo, que “as pessoas não devem trabalhar de graça ou por uma quantia irrisória que não é suficiente sequer para pagar uma renda de casa”.
“Uma instituição do ensino superior, principalmente com o carisma da Universidade de Coimbra, não deve ser promotora do trabalho gratuito, especialmente para recém licenciados”, reforçou.
Lembrando que “os estágios são completamente gratuitos, sem qualquer tipo de ajudas de custo ou de subsídio", sendo uma forma de "empurrar os estudantes para um clima de precariedade", Rute Simão, que também integra a coordenadora dos estudantes do Bloco de Coimbra, acusou a Universidade de Coimbra de estar a “aproveitar-se dos estudantes".
No comunicado de imprensa divulgado esta terça feira, o Bloco frisa que "a UC disponibilizou uma lista de instituições parceiras que pretendem recrutar de forma completamente gratuita" alunos da universidade.
A própria UC "oferece vagas de trabalho ausente de pagamento que chegam a durar cinco meses", diz ainda o documento, criticando a "exploração" promovida pela instituição.