Bloco de Esquerda propõe paridade nas candidaturas à Assembleia Legislativa dos Açores

11 de fevereiro 2013 - 18:35

O Bloco de Esquerda/Açores apresentou esta segunda-feira uma Anteproposta de Lei para aplicar a Lei da Paridade para as eleições à Assembleia Legislativa dos Açores. A coordenadora do Bloco/Açores, Zuraida Soares, defende que "só assim poderemos afirmar que a democracia fica completa e que o sexo deixa de constituir motivo de exclusão".

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“Sendo certo que, no nosso Parlamento Regional, a representatividade feminina tem vindo a aumentar, progressivamente, não é menos certo que se mantém, ainda hoje, abaixo do limiar mínimo estabelecido para os restantes actos eleitorais, a nível nacional, não ultrapassando os 27%”, alertou a deputada do Bloco de Esquerda.

A representação parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou hoje uma Anteproposta de Lei que pretende estabelecer o equilíbrio entre a presença de homens e de mulheres nas listas dos partidos à Assembleia Legislativa dos Açores – à semelhança do que já acontece nas eleições para a Assembleia da República, Parlamento Europeu e Autarquias Locais – determinando que as listas apresentadas não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo colocados, consecutivamente, na ordenação da lista.

“Sendo certo que, no nosso Parlamento Regional, a representatividade feminina tem vindo a aumentar, progressivamente, não é menos certo que se mantém, ainda hoje, abaixo do limiar mínimo estabelecido para os restantes actos eleitorais, a nível nacional, não ultrapassando os 27%”, alertou a deputada do Bloco de Esquerda.

“Não se trata de eleger mulheres só porque são mulheres”, esclarece Zuraida Soares, lembrando que “há muitas mulheres com qualidade, competências, formação, com garra e com vontade de contribuir para o progresso e desenvolvimento da sua terra, mas que ficam esquecidas e branqueadas perante a ‘overdose’ de masculinidade na maior parte das listas de candidatos”.

Em declarações aos jornalistas, a deputada bloquista lembrou ainda que o direito ao voto para as mulheres foi uma questão central da luta feminista e uma contribuição decisiva para os direitos civis e políticos: “Foi o primeiro passo de uma luta - que ainda hoje não está terminada – pela participação equilibrada de mulheres e homens, em todos os aspectos da vida pública e privada. As mulheres já votam. Agora, é preciso garantir as condições para que elas possam ser eleitas e assumam os seus lugares, na representação e decisão política. Só assim poderemos afirmar que a democracia fica completa e que o sexo deixa de constituir motivo de exclusão”.

Notícia publicada no portal do Bloco de Esquerda/Açores

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