Bloco denuncia encerramento do serviço de urgência da Constituição no Porto

01 de janeiro 2014 - 17:26

A ARSN pretende encerrar este SASU e substituir o seu funcionamento pelo prolongamento do horário de dois serviços de atendimento complementar, reduzindo o horário. O deputado João Semedo questiona o ministro, salientando que “esta decisão da ARSNorte agravará as condições de acesso aos serviços de saúde”.

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João Semedo questiona o ministro, salientando que “esta decisão da ARSNorte agravará as condições de acesso aos serviços de saúde”

Na pergunta feita ao ministro da Saúde, o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, considera que o Serviço de Atendimento de Situações de Urgência (SASU) da Constituição na cidade do Porto é de grande qualidade, tendo permitido “atender situações urgentes de doença aguda fora do horário de funcionamento dos centros de saúde”, evitando que milhares de pessoas sobrecarreguem as urgências hospitalares da cidade.

Referindo que a ARSN “pretende encerrar o SASU e substituir o seu funcionamento pelo prolongamento do horário de dois serviços de atendimento complementar, um para a zona Ocidental, outro para a zona Oriental”, sublinha que esta alteração prevê uma significativa redução do horário de atendimento, criando novas e maiores “dificuldades de acesso para os doentes urgentes com doença aguda”.

Os cortes verificam-se na redução do horários nos dias úteis de entre as 20 e as 24 horas, para entre as 20 e as 22h e, ao fim de semana, na redução do horário de entre as 9 e as 23, para entre as 9 e as 16h. João Semedo pede ao ministro a confirmação da decisão de encerramento do SASU e solicita explicações para esta decisão e estes cortes.

O deputado diz que “não se compreende a razão para este corte num serviço de tão grande utilidade para a população” e realça que “a redução do horário deixará muitos utentes sem serem observados e tratados, a não ser que recorram às urgências hospitalares, não só mais caras mas, também, muito sobrecarregadas e onde os utentes esperam horas e horas para ser atendidos”.

O coordenador bloquista conclui: “Esta decisão da ARSNorte agravará as condições de acesso aos serviços de saúde e deslocará para os hospitais milhares de doentes que podiam perfeitamente resolver o seu problema de saúde no plano dos cuidados primários, como atualmente acontece com o SASU”.