Bloco diz que país desautorizou o governo

13 de fevereiro 2013 - 1:34

Mariana Aiveca afirma que o governo está de costas voltadas para o país real e as suas tradições, mas os portugueses e portuguesas foram de facto comemorar o Carnaval.

PARTILHAR
Mesmo com a crise, portugueses comemoraram o Carnaval. Fotografia de Paulete Matos

O país desautorizou o governo e cumpriu a tradição de festejar o Carnaval, afirmou nesta terça-feira Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda. “Temos centenas de empresas, centenas de autarquias que decidiram fazer a tolerância de ponto”, disse a deputada. “Aliás”, prosseguiu, “a evocação do governo sobre a crise não tem qualquer sentido, porque todos sabemos que estes dias de Carnaval são para muitas economias locais, em muitos concelhos, fatores de dinamização”.

O Bloco de Esquerda reafirmou assim que o governo está de costas voltadas para o país, não respeita o país real e as suas tradições: “quer a todo o custo impor que o país se esqueça do que é a sua tradição”.

Para Mariana Aiveca, “Passos Coelho não conhece o país real e os portugueses e portuguesas foram de facto comemorar o Carnaval”.

Governo não deu tolerância, mas 196 câmaras deram

Depois de o governo ter anunciado em janeiro que não seria concedida tolerância de ponto no Carnaval, e que esse princípio se manterá enquanto decorrer a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, pelo menos 196 câmaras das 308 do país decidiram dar o dia ou meio dia aos respetivos funcionários. Também os governos madeirense e açoriano deram tolerância.

Para muitas empresas privadas, na grande maioria das empresas de transportes, incluindo as públicas, o Carnaval deu direito a tolerância de ponto porque assim está determinado nas contratações coletivas de trabalho.

Os CTT também deram tolerância de ponto, assim a Caixa Geral de Depósitos, que gozou do acordo coletivo de trabalho que se aplica a todo o setor da banca.

Termos relacionados: Política