Neste sábado, realizou-se uma concentração contra o despedimento coletivo de 21 trabalhadores do Casino da Póvoa. Dos 21 trabalhadores, sete são dirigentes sindicais ou da comissão de trabalhadores. O Casino dá lucros avultados, apesar da administração argumentar com quebra de receitas para justificar o despedimento coletivo que pretende. Recentemente, foi feito um investimento de 12 milhões de euros no Casino, tendo 50% do investimento sido pago pelo Estado.
Mônika Vargas, dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Restaurantes e Similares do Norte (STIHRSN), que está incluída no despedimento coletivo de 21 trabalhadores, afirmou à comunicação social que o despedimento “é completamente injusto”, “discriminatório”, “seletivo”, salientando que “a única razão deste despedimento é para acabar com a contratação coletiva no Casino” e “escravizar os restantes trabalhadores na empresa”.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou que o Casino da Póvoa “não está a cumprir o contrato de concessão do jogo que tem com o Estado e, pior do que isso, está a retirar 6 milhões de euros de receitas fiscais ao Estado para despedir pessoas”.
Catarina Martins salientou que “os direitos dos trabalhadores, que estão sob ataque, devem ser defendidos” e que “ninguém pode compreender que este Governo possa permitir que as receitas dos nossos impostos, em vez de criar postos de trabalho, sirvam para despedir”.
A coordenadora do Bloco manifestou, com a sua presença na concentração, a solidariedade com os trabalhadores do Casino da Póvoa, sublinhando que os trabalhadores “estão a ser despedidos de uma forma ilegítima, com uma chantagem sobre os seus direitos de trabalho” e exigiu ao Governo “que não permita que com o dinheiro dos nossos impostos se ande a despedir trabalhadores”.
Em declarações à Lusa, Francisco Figueiredo do STIHRSN afirmou: "Esperamos que a empresa não despeça ninguém porque os trabalhadores de máquinas e os trabalhadores de jogo são essenciais ao casino, este casino tem de ser um casino e não um armazém de máquinas. Acabaram com a restauração e com os espetáculos de qualidade. Se a empresa não recuar, o tribunal tem de atuar e o Estado não pode estar a pagar para despedir”.