CCP acusa governo de gerar uma "economia mais fragilizada"

07 de outubro 2012 - 3:26

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) critica a receita da troika aplicada pelo governo português, defendendo que a mesma está a gerar uma "economia mais fragilizada, com menor valor acrescentado criado".

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Foto de Paulete Matos.

"A receita aplicada, não só é errada, na perspetiva da retoma do crescimento económico, como é ineficaz na perspetiva do próprio objetivo de correção do défice orçamental", advoga a CCP no relatório referente à conjuntura económica portuguesa no segundo trimestre de 2012.

Para esta entidade, a "convicção" de que a recessão é o "incontornável preço a pagar" para se corrigir o défice "deixa de fazer sentido a partir do momento em que o resultado da aplicação do pacote de medidas de austeridade" apresentadas "não se traduz sequer numa diminuição do défice, como os números da execução orçamental de 2012 comprovam".

É necessário "repensar" a "própria lógica das medidas aplicadas, nomeadamente, rebalanceando-as em função do objetivo de obter uma maior compatibilização das duas variáveis fundamentais em presença: o reequilíbrio das contas públicas e o crescimento da economia", defende a CCP, adiantando que “a fixação apenas num destes objetivos não consegue solucionar qualquer deles".

Este órgão acusa ainda o Governo de gerar uma "economia mais fragilizada, com menor valor acrescentado criado" e secunda a importância de se saber quando é que Portugal voltará a financiar-se a longo prazo nos mercados.

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