A CGTP reuniu nesta quarta feira o seu Conselho Nacional e decidiu convocar uma manifestação nacional para o dia 19 de Março em Lisboa.
A central sindical considera que a taxa de desemprego anunciada pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) nesta quarta feira é “insustentável”. Carvalho da Silva salienta que o desemprego real é ainda maior e que, incorporando os “inactivos disponíveis e o subemprego visível”, o número de desempregados deve situar-se próximo de 770 mil, uma taxa de 13,6%.
Segundo Carvalho da Silva, a manifestação será também contra os maiores “custos de vida” dos portugueses, contra a “crescente injustiça na distribuição da riqueza” e contra “o novo pacote laboral na forje”. O secretário geral da CGTP sublinhou: "Estamos debaixo de políticas que inevitavelmente conduzem à recessão económica. Por muito esforço que se faça nas exportações, não é possível compensar a diminuição da Economia provocada pelo abaixamento das condições de vida".
A resolução aprovada pelo Conselho Nacional da CGTP aponta também para a "intensificação do esclarecimento e mobilização em articulação com a dinamização da acção reivindicativa e da organização sindical", bem como o reforço às "lutas dos trabalhadores em todos os sectores, regiões e empresas", nomeadamente:
- Encontro Nacional da Administração Pública, no dia 19 de Fevereiro, em Lisboa;
- Greves da Fábrica de Cimentos SECIL (Setúbal) e dos Cimentos Maceira e Pataias, de 22 a 25 de Fevereiro;
- Greve da SAINT-GOBAIN MONDEGO (vidro de embalagem), de 23 a 26 de Fevereiro;
- Greve dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas com Manifestação, no dia 23 de Fevereiro;
- Greve da VALORSUL e dos Estaleiros de Viana do Castelo, ao trabalho suplementar;
- Manifestação dos trabalhadores credores do Distrito de Braga, no dia 25 de Fevereiro;
- Greve da ACCIONA e KEEPCLEAN (empresas prestadoras de serviços à PORTUCEL-Setúbal), no dia 23 de Fevereiro, a partir das 00H00;
- Encontro Nacional dos Representantes dos Trabalhadores da Grande Distribuição, no dia 24 de Fevereiro, em Lisboa;
- Greve da REN (greves sectoriais de 1 a 31 de Março);
- Greve das Cantinas e Refeitórios, no dia 31 de Março;
- Plenário Nacional de Professores, no dia 12 de Março, no Campo Pequeno;
- Marcha Nacional pela Educação, no dia 2 de Abril, em Lisboa;
- Dinamização de acções no Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março;
- Manifestação da "juventude trabalhadora", a realizar a 1 de Abril em Lisboa.