O secretário-geral da CGTP criticou a intenção do governo de manter o pagamento dos subsídios em duodécimos no setor privado afirmando que se trata de uma medida "farisaica".
"Se o governo estivesse realmente preocupado com as famílias mudava as políticas para que as famílias pudessem aumentar o poder de compra e dinamizar a economia", disse Arménio Carlos.
"Depois de ter aumentado os impostos, prepara-se para reduzir salários e pensões", completou o líder da CGTP, "o país está cada vez mais empobrecido, mais desigual e o governo teima em prosseguir com estas medidas que arruínam o tecido económico e empresarial".
O ministro Pedro Mota Soares confirmou esta quarta-feira, no final de uma reunião da concertação social, que em 2014 o governo vai manter a possibilidade do pagamento em duodécimos dos subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores do setor privado", esclarecendo que “no caso do setor privado, isto só acontece a pedido do próprio trabalhador".
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, lembrou que é defensor de "um regime único" para todos os trabalhadores, mas subscreve que seja mantida a prática de 2013, uma vez que “as empresas já se adaptaram a este sistema”.