D. Januário diz que “Estado tem a obrigatoriedade social de coesão”

18 de outubro 2012 - 18:19

O Bispo das Forças Armadas critica duramente o Governo, considera que tem estado surdo e afirma que as manifestações são um sinal do choro de homens e mulheres que o Governo não quer entender.

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Para o Bispo das Forças Armadas, “quando se diz que não há alternativas” isso é o “come e cala”

D. Januário Torgal Ferreira, em declarações à comunicação social, mostrou-se muito preocupado com a situação social que se vive no país e criticou com dureza o Governo.

Para o Bispo das Forças Armadas, “quando se diz que não há alternativas” isso é o “come e cala”. E sublinhou que o “Estado tem a obrigatoriedade social de coesão”.

O Bispo frisa: “Se homens e mulheres estão a chorar o país, eu devo mostrar a minha casa de imperador ditatorial ou devo ser um cidadão de corpo inteiro que luta pela justiça, pela verdade e pela fraternidade? Eu sou republicano”.

Questionado se acha que o Governo está surdo, responde: “Tem estado. E ao dizer isto eu não queria concorrer para a desagregação. Ao dizer isto queria que o bem comum saísse muito mais fortalecido”.

Sobre Durão Barroso, questionou “Quem é que disse 'os senhores deixaram-nos de tanga', referiu que “foi um português” e frisou: “Chegou lá acima, depois fugiu...”

Sobre a Igreja, e numa aparente referência às declarações do cardeal patriarca, afirmou que “o bom pastor tem que ir atrás da ovelha perdida”, disse que “o Papa quando veio cá” disse para que levantem a voz e criticou: “as pessoas levantam a voz só para cantar o Te Deum”.

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