Segundo noticia a TSF esta segunda-feira, 46 por cento dos desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) não recebem qualquer apoio social. São cerca de 300 mil pessoas.
Os últimos números que tinham vindo a público indicavam que estavam nestas circunstâncias apenas cerca de 170 mil desempregados, mas este universo – só nos números relativos ao IEFP – é bem maior, porque há ainda que contar com as pessoas que, não tendo emprego, não estão inscritas nos centros do IEFP.
No IEFP contavam-se, em Agosto, 640 mil desempregados registados nos seus centros de emprego. Mas o desemprego real corresponde hoje à condição de 1 milhão e 300 mil pessoas.
O subsídio de desemprego, normal ou social, apenas chega a 360 mil pessoas, refere ainda a TSF. Na prática, dois terços dos trabalhadores desempregados não recebem subsídio de desemprego e apenas uma minoria está a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI) – cerca de 200 mil.
O cenário de calamidade social agrava-se, sabendo-se ainda que o número de casais no desemprego tem vindo a aumentar, tendo duplicado neste ano. Os casais desempregados são hoje mais do dobro (aumento de 102 por cento) do que eram em agosto de 2011.
Entre julho e agosto deste ano, este número cresceu 7,2 por cento, sendo agora 9.438 casais em que ambos os cônjuges estão inscritos nos Centros de Emprego.
A taxa de desemprego em Portugal subiu para 15,9 por cento em Agosto, acima dos 15,7 por cento de Julho, enquanto na zona euro e na União Europeia atingiu 11,4 e 10,5 por cento, respetivamente.
Segundo os últimos dados divulgados pelo Eurostat, Portugal continua a ser o terceiro país com uma taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (subiu para 25,1 por cento) e da Grécia (24,4 por cento, valor referente a Junho).