Desemprego: 300 mil inscritos no IEFP não recebem qualquer apoio social

08 de outubro 2012 - 12:05

Dos desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), 46 por cento não beneficiam de qualquer tipo de subsídio de desemprego nem do Rendimento Social de Inserção (RSI). Este número agrava-se considerando-se os dados do desemprego real que corresponde a 1 milhão e 300 mil pessoas.

PARTILHAR
O desemprego real corresponde hoje à condição de 1 milhão e 300 mil pessoas. Foto de Paulete Matos.

Segundo noticia a TSF esta segunda-feira, 46 por cento dos desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) não recebem qualquer apoio social. São cerca de 300 mil pessoas.



Os últimos números que tinham vindo a público indicavam que estavam nestas circunstâncias apenas cerca de 170 mil desempregados, mas este universo – só nos números relativos ao IEFP – é bem maior, porque há ainda que contar com as pessoas que, não tendo emprego, não estão inscritas nos centros do IEFP.



No IEFP contavam-se, em Agosto, 640 mil desempregados registados nos seus centros de emprego. Mas o desemprego real corresponde hoje à condição de 1 milhão e 300 mil pessoas.



O subsídio de desemprego, normal ou social, apenas chega a 360 mil pessoas, refere ainda a TSF. Na prática, dois terços dos trabalhadores desempregados não recebem subsídio de desemprego e apenas uma minoria está a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI)  – cerca de 200 mil.



O cenário de calamidade social agrava-se, sabendo-se ainda que o número de casais no desemprego tem vindo a aumentar, tendo duplicado neste ano. Os casais desempregados são hoje mais do dobro (aumento de 102 por cento) do que eram em agosto de 2011.

Entre julho e agosto deste ano, este número cresceu 7,2 por cento, sendo agora 9.438 casais em que ambos os cônjuges estão inscritos nos Centros de Emprego.

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 15,9 por cento em Agosto, acima dos 15,7 por cento de Julho, enquanto na zona euro e na União Europeia atingiu 11,4 e 10,5 por cento, respetivamente.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Eurostat, Portugal continua a ser o terceiro país com uma taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (subiu para 25,1 por cento) e da Grécia (24,4 por cento, valor referente a Junho).

Termos relacionados: Sociedade