João Almeida, porta-voz da CNE admitiu, em declarações à agência Lusa, que o anúncio pelo Governo de um Conselho de Ministros durante a campanha eleitoral suscita dúvidas relativamente à imparcialidade a que está obrigado durante este período. No entanto, sem haver uma queixa não poderia atuar.
Em Salvaterra de Magos, em declarações à imprensa, Marisa Matias informou que o Bloco iria apresentar uma queixa na CNE ainda esta segunda-feira. “O fracasso das políticas do Governo” fazem com que a direita use “as instituições do Estado e os dinheiros públicos para fazer a única coisa que sabe, que é propaganda”.
“Há quatro dias exatamente o Governo realizou um Conselho de Ministros extraordinário - que aliás se transformou num comício - para dizer que não queria interferir com as eleições e portanto para não fazer esse anúncio no dia 17 de maio. Ao fazê-lo agora percebe-se muito bem a nervoseira em que está", criticou.
O primeiro-ministro marcou para dia 17 de maio - oito dias antes das eleições para o Parlamento Europeu - um Conselho de Ministros para aprovar o "documento de estratégia de médio prazo".
João Almeida, afirmou ainda que “em abstrato, comportamentos dessa natureza durante um período de campanha eleitoral, sem haver razões especiais que os possam fundamentar não é muito leal”.