Em 2013, 45,9% dos trabalhadores a tempo parcial encontravam-se em situação de subemprego

10 de abril 2014 - 14:01

No ano passado, 263 mil trabalhadores em regime de part time em Portugal gostariam de ter um horário completo, contudo, não conseguiram encontrar ofertas de trabalho nessas condições. No conjunto da União Europeia (UE), existiam dez milhões de trabalhadores nessa mesma situação.

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Foto de Paulete Matos.

Segundo um inquérito do Eurostat sobre o mercado de trabalho, divulgado esta quinta feira em Bruxelas, quase metade dos trabalhadores a tempo parcial em Portugal encontrava-se, em 2013, em situação de subemprego. O país apresenta a quarta taxa mais elevada da União Europeia.

Apenas a Grécia (72%), Chipre (59%) e Espanha (57,4%) registavam uma taxa de subemprego entre os trabalhadores a part time superior a Portugal. Por sua vez, Holanda (4,2%) e Luxemburgo (10,3%) registavam a taxa mais diminuta. A média na UE era de 22,7% e na zona euro de 22,1%.

Conforme assinala o Eurostat, 12,9% dos trabalhadores em Portugal tinham, no ano passado, um trabalho a tempo parcial, pelo que, em termos absolutos, 5,9% dos trabalhadores portugueses encontravam-se em situação de subemprego.

Aos números relativos ao subemprego juntam-se ainda os números dramáticos do desemprego, que, segundo estimativas do gabinete de estatística da UE, atingiu em Portugal, em fevereiro de 2014, 15,3%, afetando 35% da população jovem.

Estas estatísticas não contabilizam ainda, por outro lado, as pessoas que, mesmo estando disponíveis para trabalhar, não procuraram emprego nas duas semanas anteriores aos inquéritos, nomeadamente por já não terem esperança de conseguir colocação, e nem as que procuram emprego e não estavam disponíveis para trabalhar naquela altura.

Segundo avançou a CGTP em janeiro de 2014, a taxa real de desemprego e subemprego ascende a 25%.