O Eurostat “mantêm” Portugal como o terceiro país com uma taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (25,1%) e Grécia (23,1%, valor referente a abril). Enquanto na Zona Euro e no conjunto da União Europeia a taxa de desemprego oficial se manteve nos 11,3% e 10,4%, respetivamente, em Portugal a mesma cifrou-se, em junho e julho, nos 15,7%.
Comparativamente à taxa registada em julho de 2011, estamos perante um aumento de 3,2 pontos percentuais (em junho de 2011 era de 12,5 por cento).
A taxa agora avançada - 15,7% - constitui um novo recorde quer no que respeita aos dados divulgados, desde o início da série estatística, pelo Eurostat e pelo INE como pelo Banco de Portugal.
Também no que respeita ao desemprego entre os mais jovens, Portugal regista a terceira taxa mais elevada (36,4%) e mantém-se muito acima da média da Zona Euro (22,6%) e da UE (22,5%).
Tal como aconteceu com os valores referentes a junho, o Eurostat reviu ainda em alta a taxa de desemprego referente a abril (15,4%) e maio (15,5%).
Tendo em conta que o mês de setembro é conhecido pelos inúmeros casos de empresas que encerram definitivamente as suas portas, é expectável uma agravação da situação no que respeita ao aumento do número de desempregados neste período.