Governo está a instalar o caos no SNS e a favorecer negócios privados na saúde

13 de janeiro 2014 - 16:06

A coordenadora bloquista Catarina Martins, acusou esta segunda-feira o Governo de estar a instalar o caos na saúde com os cortes nos hospitais e centros de saúde, e de favorecer os negócios privados na saúde.

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"Durante dois anos, o ministro da Saúde andou a dizer que era possível cortar no Serviço Nacional de Saúde sem com isso causar dano aos utentes e vemos que isso não é verdade", afirmou Catarina Martins. Foto de Paulete Matos

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“Quem trabalha e paga impostos está a fazer a sua parte, mas o Governo não está. Está a deixar que os recursos dos portugueses alimentem interesses financeiros e negócios privados da saúde e a deixar o Serviço nacional de Saúde cada vez com menos capacidade de resposta", disse.

Catarina Martins falava em Aveiro, onde reuniu com a administração hospitalar, para se inteirar das razões que levam à falta recorrente de macas na Urgência.

“As urgências no Hospital de Aveiro começaram o ano da pior maneira. No início do ano tivemos situações, que se têm vindo a repetir, de ambulâncias paradas, sem poderem deixar os seus doentes porque faltam macas nos hospitais. Temos pedido explicações no parlamento ao ministério da Saúde sobre esta situação, mas quisemos também falar com a administração do Hospital”, justificou.

A coordenadora do Bloco salientou que “o que se vive no hospital de Aveiro não é muito diferente do que se vive nas urgências um pouco por todo o país”, uma situação recorrente que se tem vindo a agravar.

“Durante dois anos, o ministro da Saúde andou a dizer que era possível cortar no Serviço Nacional de Saúde sem com isso causar dano aos utentes e vemos que isso não é verdade. Os portugueses sentem bem na pele, quando não há macas, quando não há camas para internamento, com todo o caos nas urgências, e com os casos verdadeiramente trágicos como o atraso nos exames de colonoscopias, que foram recentemente notícia”, criticou.

Segundo Catarina Martins, “os cortes no Orçamento da Saúde provocaram uma incapacidade de resposta dos Centros de Saúde e uma diminuição das consultas especializadas, pelo que as pessoas não têm mais nada a que recorrer, se não as urgências, pelo que, com os cortes também nas urgências o caos era inevitável”.

A deputada do Bloco realçou que “quem trabalha em Portugal faz um esforço muito grande com os seus impostos, para que o país possa dar a todos as condições que precisam, quando estão doentes”, o que não se está a verificar.

“Os portugueses nunca pagaram tantos impostos na vida e têm tão pouco pelos impostos que pagam e os cortes no Serviço Nacional de Saúde são um espelho disso”, concluiu.