“No momento em que se recapitalizam os bancos nós não percebemos que não se recapitalize os hospitais do Serviço Nacional de Saúde como eles necessitam", afirmou o coordenador do Bloco, João Semedo, no final de uma reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, no Hospital de São José, em Lisboa.
Para o coordenador do Bloco de Esquerda, o estrangulamento financeiro do Serviço Nacional de Saúde está "a criar dificuldades de acesso e na prestação de cuidados". João Semedo recorda que "são os próprios responsáveis que o dizem. Todos os dias lemos isso na imprensa, não é invenção da oposição, é uma realidade que preocupa o Bloco”.
O dirigente do Bloco associou a diminuição do financiamento da saúde, e de outros serviços públicos e prestações sociais, ao plano do Governo para “refundar o Estado” à custa de um colossal corte de mais de 4000 milhões de euros na Saúde, Educação e reformas.
“Não é aceitável que no momento em que aumentam os impostos, os serviços de saúde saiam prejudicados nos seus orçamentos" e que "no momento também que o Estado gasta milhões e milhões a financiar bancos, não financie o SNS".
João Semedo anunciou, no fim da reunião, que o Bloco de Esquerda irá apresentar "brevemente (...) outras iniciativas no sentido de dar aos hospitais, ao Serviço Nacional de Saúde, o financiamento de que eles necessitam pela função importantíssima que desempenham".