Segundo o jornal "Público", Vasco Graça Moura defende que "o Acordo Ortográfico não está nem pode estar em vigor" em Portugal, uma vez que recusa os efeitos do protocolo assinado em 2004 e que prevê que o Acordo entrasse em vigor assim que três países o ratifiquem. Angola e Moçambique ainda estão fora do Acordo e Vasco Graça Moura tem sido um dos militantes mais ativos contra a sua aplicação em Portugal.
Vasco Graça Moura diz ter levado a questão à administração do CCB, que aprovou por unanimidade o recuo em relação à decisão anterior de passar a aplicar o Acordo Ortográfico na instituição. Ainda segundo o jornal Público, só depois de recolher a maioria dos apoios é que o ex-eurodeputado do PSD informou a tutela.
No Parlamento, Pedro Passos Coelho foi confrontado com o assunto no debate quinzenal desta sexta-feira e procurou desvalorizá-lo, dando até a entender que a decisão só afetaria o próprio presidente do CCB, o que não é verdade. "Li hoje de manhã no jornal que o dr. Graça Moura mandou tirar do seu computador o corretor ortográfico, porque parece que gosta mais de escrever com a antiga ortografia", respondeu Passos Coelho, acrescentando que "o Governo não tem nenhum esclarecimento a adiantar sobre essa matéria. O AO entrou em vigor em janeiro e será cumprido".
Graça Moura quer acordo ortográfico fora do CCB
03 de fevereiro 2012 - 11:14
O recém-nomeado presidente do Centro Cultural de Belém deu ordem para tirar todos os conversores de texto dos computadores dos funcionários, para que o Acordo Ortográfico que vigora no CCB desde setembro de 2011 deixe de ser aplicado. Passos Coelho desvalorizou o assunto no Parlamento.
PARTILHAR
Com Graça Moura, o CCB regressa ao pré-acordo ortográfico. Passos Coelho desvaloriza. Foto g.sighele/Flickr