A greve de maquinistas e revisores da CP – Comboios de Portugal, marcada para o feriado desta quinta-feira 1 de novembro, deve levar à supressão da maioria dos comboios, como foi reconhecido pela própria administração da empresa.
A greve ao trabalho em dia feriado nos comboios tem-se repetido desde as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50 por cento no valor pago pelo trabalho em dia feriado.
Em comunicado, o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, que representa os revisores e os trabalhadores das bilheteiras, disse que “não se pode aceitar que os seus associados ganhem apenas cerca de 2,5 euros por cada hora realizada em dia feriado, em suma, têm que pagar para trabalhar”.
“Com a luta aos feriados, os trabalhadores dos serviços comerciais da CP apenas pretendem ser tratados com justiça e dignidade”, afirma, adiantando que o sindicato também vai aderir à greve geral de 14 de novembro.
Por seu turno, a FECTRANS denunciou que a administração da CP está a enganar os utentes, anunciando circulações ao abrigo dos chamados serviços mínimos, na base de acórdãos do Tribunal Arbitral estranhos para o SNTSF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário.
Diz a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações que no caso daquele sindicato, o Tribunal Arbitral no seu acórdão reconheceu a argumentação sindical e “definiu como serviços mínimos apenas os que ao início da greve tenham iniciado a sua marcha e que terão que chegar a destino e serem resguardados em segurança”.
A FECTRANS responsabiliza a administração por todos os incidentes e confusões que possam ocorrer com utentes durante o período de greve.