“A adesão ronda os 60% a 70%. A empresa socorre-se de trabalho extraordinário, colocação de trabalhadores em dia de descanso e outros trabalhadores que frequentemente não conduzem os veículos, para combater, até de forma menos legal, os efeitos da greve”, disse António Medeiros, presidente do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ).
A empresa, que opera o metro de superfície nos concelhos de Almada e do Seixal, adiantou à Lusa números que apontam para uma circulação de comboios entre os 80% e os 90% e, em comunicado divulgado na sexta-feira, refuta as acusações do sindicato.
O SMAQ acusa a Metro Transportes do Sul (MTS) de irresponsabilidade ao colocar ex-maquinistas, “com menos aptidão”, a conduzir os comboios, mas a empresa “repudia todas e quaisquer críticas do sindicato acerca das condições de trabalho ou segurança dos trabalhadores”.
O sindicato tem exigido também a negociação do acordo de empresa, sobretudo no que diz respeito aos subsídios de transporte e de escala, e acusa a MTS de não ter demonstrado abertura para negociar. “O conflito resolve-se aqui pela negociação do acordo e com a satisfação de algumas reivindicações. A empresa não tem sido recetiva e sensível a suportar alguns custos da laboração e está a atribuir aos trabalhadores esses custos, o que é inadmissível nos tempos que correm. Um maquinista recebe no final do mês 620 a 650 euros. São as remunerações mais baixas de todo o setor”, acusou António Medeiros.
Os maquinistas do Metro Sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal, iniciaram esta segunda-feira uma greve que se prolonga até sexta-feira, nos períodos do início da manhã (das 06h30 às 09h30) e do final da tarde (17h00 às 20h00), sendo esperadas perturbações nas ligações.
Greve no Metro Transportes do Sul com adesão de 70%
15 de outubro 2012 - 12:39
A adesão dos maquinistas à greve no Metro Transportes do Sul (MTS) ronda os 70%, informou à Lusa o sindicato que contesta a legalidade da forma encontrada pela empresa para contornar os efeitos da paralisação. A greve prolonga-se até sexta-feira, nos períodos do início da manhã e do final da tarde.
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A greve dos maquinistas do Metro Sul do Tejo prolonga-se até sexta-feira, nos períodos do início da manhã (das 06h30 às 09h30) e do final da tarde (17h00 às 20h00).