Greve à recolha de lixo em Sintra com adesão de 100%

08 de abril 2014 - 16:49

Nenhum camião saiu no primeiro dos quatro dias de greve na HPEM, empresa municipal da recolha de resíduos e limpeza urbana em Sintra. Trabalhadores defendem remunerações, direitos e postos de trabalho no processo de extinção da empresa.

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Manifestação do STAL. Foto de Paulete Matos
A paralisação decorre entre esta terça-feira e sexta-feira, e o seu objetivo é defender remunerações, direitos e postos de trabalho no processo de extinção da empresa. Foto de Paulete Matos

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) afirmou à agência Lusa que houve uma adesão de 100% no início do primeiro de quatro dias de greve convocados na HPEM, a empresa municipal responsável pela recolha de resíduos em Sintra.

"Nos dois turnos que decorreram até agora temos uma adesão de 100%. Não saiu viatura nenhuma", disse Alexandra Rebeca, dirigente do STAL.

A paralisação decorre entre esta terça-feira e sexta-feira, e o seu objetivo é defender remunerações, direitos e postos de trabalho no processo de extinção da empresa. A greve teve início no turno entre as 23h e as 6h e, segundo a sindicalista, teve a adesão das quatro dezenas de trabalhadores operacionais que deviam recolher durante a noite o lixo nas freguesias de Sintra, Algueirão-Mem Martins, Rio de Mouro, Casal de Cambra e zonas rurais.

Defesa das condições laborais

"A adesão é demonstrativa de que mesmo os trabalhadores que assinaram o acordo de cedência querem ver as suas condições laborais asseguradas", afirmou Alexandra Rebeca. A maioria dos funcionários da recolha já está integrada nos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Sintra, enquanto os da limpeza passaram a trabalhar para a câmara. As zonas mais populosas do Cacém, Agualva, São Marcos, Mira Sintra, Queluz, Monte Abraão e Massamá não vão ser afetadas pela greve, uma vez que os resíduos são recolhidos por uma empresa privada.

Basílio Horta, presidente da câmara, afirmou que a greve “não tem muito sentido", já que, segundo ele, as principais reclamações dos trabalhadores estão asseguradas pelos órgãos autárquicos.

A Assembleia Municipal de Sintra aprovou a 28 de Fevereiro a reorganização do sector empresarial do município. A HPEM foi integrada na câmara e nos SMAS, assim como a Educa (equipamentos educativos), também extinta.