“O Hospital de Braga informa que, pela impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho necessárias, o seu Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia estará encerrado desde as 08h00 de quarta-feira, dia 22 de junho, até às 08h00 de quinta-feira, dia 23 de junho”, afirma esta unidade hospitalar em comunicado.
No mesmo documento, refere-se que as escalas da restante semana estão asseguradas, “excetuando domingo, dia 26 de junho”, acrescentando que “as escalas não se encontram fechadas, pelo que o Conselho de Administração está a envidar todos os esforços para assegurar o funcionamento do Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia neste dia”.
As utentes deverão dirigir-se aos hospitais de Guimarães, Famalicão e Viana do Castelo e, nos casos mais complexos, deverão procurar o Centro Hospitalar de São João.
Esta é a terceira vez que a urgência de obstetrícia/gobecologia do Hospital de Braga está encerrada, em menos de 15 dias. Esteve encerrada aquando do feriado de 10 de junho e novamente na semana passada, coincidindo com o feriado de 16 de junho.
O Bloco de Esquerda, que já questionou o Governo sobre esta situação aquando do primeiro encerramento, vai confrontar a Ministra da Saúde com esta situação, no dia 29 de junho, em audição na Assembleia da República.
Em comunicado, a Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda expressa a sua imensa consternação com o novo encerramento da urgência de ginecologia/obstetrícia do Hospital de Braga. Este encerramento é o terceiro, em menos de quinze dias, podendo haver um quarto encerramento, no dia 26. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vai questionar a Ministra da Saúde sobre esta situação aquando da audição regimental na Comissão de Saúde, no dia 29 de junho.
Em comunicado, a Comissão Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda expressou "imensa consternação com o novo encerramento da urgência de ginecologia/obstetrícia do Hospital de Braga".
Tratando-se de um terceiro encerramento em pouco tempo, a estrutura bloquista refere não se tratar de "uma situação pontual e excecional mas sim perante algo que começa a ser recorrente" considerando que "esta irregularidade no serviço em nada contribui para o bem estar da população, em particular das mulheres grávidas acompanhadas por este hospital".
Notícia atualizada a 22 de junho, às 00h30, acrescentando a reação da Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda.