Em requerimento, assinado pelo coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, o grupo parlamentar do partido pergunta ao Governo, através do ministério da Saúde, por que motivo o Hospital de Faro não dispensou Golimumab no final do mês de dezembro e se já está a disponibilizar o medicamento; quantos utentes recebem aquela medicação naquele hospital e se o Hospital de Faro garante que ao longo do ano de 2013 irá disponibilizar Golimumab aos utentes que dele necessitam.
João Semedo pergunta ainda “relativamente aos utentes sem resposta adequada ou com intolerância terapêutica prévia com fármacos modificadores da doença, qual(is) o(s) medicamentos(s) que lhes estão a ser prescritos e dispensados no Hospital de Faro, com indicação do número de utentes a fazer cada terapêutica” e que “medidas vai o governo implementar para garantir que os hospitais dispensam às pessoas com artrite reumatoide a medicação prescrita, nos prazos adequados”. (Aceda ao texto do requerimento na íntegra)
O Bloco lembra ainda que “não é a primeira vez que se registam restrições na dispensa de Golimumab no Hospital de Faro”, pois o partido questionou o Governo, em maio de 2012, sobre uma situação de recusa de dispensa daquele fármaco a um utente. O Bloco recorda ainda que em resposta de 25 de junho de 2012, se reconhece que houve “constrangimentos na gestão de stocks existentes nos serviços farmacêuticos do Hospital de Faro” e frisa que “urge esclarecer quais são e que medidas vão ser implementadas para lhes fazer face, garantindo que esta situação não volta a ocorrer”, uma vez que “pouco tempo depois”, os constrangimentos se mantêm.
O Bloco salienta ainda que o Golimumab se destina “ao tratamento de situações moderadas e graves de artrite reumatoide”, que a “artrite reumatoide é uma doença autoimune, degenerativa e crónica que provoca a inflamação das articulações, com particular incidência nas pequenas articulações, ou seja, mãos, pés, punhos, cotovelos, ombros, joelhos e tornozelos” e que “esta doença, cujas causas são desconhecidas, pode causar deformidades e paralisia permanente dos membros e manifesta-se mais nas mulheres do que nos homens”.
E sublinha: “É fundamental conhecer que medidas estão a ser implementadas por esta unidade hospitalar para garantir que estas ruturas de stock não voltam a acontecer e que os doentes conseguem aceder à medicação de que necessitam, quando dela necessitam”.