"Interpelamos o governo em nome daqueles que têm mais mês que salário"

30 de janeiro 2013 - 20:23

O líder parlamentar do Bloco afirmou que a interpelação ao governo sobre as políticas sociais foi “em nome daqueles que a política do governo deixa para trás", acusando o executivo de "escolher sempre o lado da troika e dos bancos" e de "lançar a fúria sobre os mais pobres". "O governo deveria assumir que falhou, em vez de insistir na propaganda e na política do terror, que vem em dose reforçada no relatório do FMI".

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O líder parlamentar do Bloco afirmou que a interpelação ao governo sobre as políticas sociais foi “em nome daqueles que a política do governo deixa para trás", acusando o executivo de "escolher sempre o lado da troika e dos bancos" e de "lançar a fúria sobre os mais pobres".

No encerramento da interpelação ao governo sobre políticas sociais, Pedro Filipe Soares afirmou que o Bloco “marcou esta interpelação em nome daqueles que a política do governo deixa para trás”, em nome “daqueles que esta política do governo atira para o desemprego”, dos que “são atirados para a emigração”.

O líder parlamentar do Bloco desafiou o governo a falar sobre o relatório do FMI, chamando a atenção que dois ministros (Pedro Mota Soares e Paulo Macedo) já tinham intervido várias vezes sem serem capazes de falar do relatório do FMI, apesar de nele terem palavras elogiosas. Miguel Relvas que encerrou o debate também fugiu a falar sobre o relatório do FMI.

Pedro Filipe Soares denunciou também que o governo “diz que descongelou as pensões mínimas”, porém apenas “deu um aumento de 8 cêntimos por dia a alguns pensionistas”, “300 mil pensionistas tiveram aumentos mas abaixo do limiar da pobreza”, enquanto “um milhão cento e setenta mil pensionistas viram as suas pensões congeladas”. E sublinhou: “No total, foram dois milhões e quinhentos mil pensionistas com pensões congeladas”.

O líder parlamentar do Bloco denunciou também que “são mais de metade os desempregados e as desempregadas que não têm qualquer cêntimo de subsídio de desemprego”, que “mais de 300 mil não têm qualquer apoio social, nem sequer o rendimento social de inserção” e, no entanto, “é sobre estes que o governo lança a sua fúria e àqueles poucos que recebem subsídio de desemprego o governo quis em 2013 cortar 6%”.

Pedro Filipe Soares frisou que “há um preconceito nesta política do governo, esse preconceito está espelhado no famoso relatório do FMI”, “é o preconceito sobre os desempregados com a ideia de que só não trabalham porque não querem trabalhar e por isso se pretende cortar ainda mais no subsídio de desemprego” e acusou que as pessoas “não trabalham porque não podem trabalhar que é o governo que destrói a economia”, “que destrói o emprego”.

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