Iraque: Rebeldes tomam controle da segunda cidade do país

10 de junho 2014 - 20:08

Rebeldes tomaram nesta terça-feira o controle completo de Mosul, a segunda cidade iraquiana. O governo iraquiano pediu ao parlamento que aprove a declaração do Estado de emergência no país.

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Rebeldes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) tomaram nesta terça-feira o controle total de Mosul, a segunda cidade do Iraque. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante já governa Fallujah desde janeiro e é criticado pela al-Qaeda pela sua excessiva violência.

Os rebeldes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomaram nesta terça-feira o controle total de Mosul, a segunda cidade do Iraque. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante já governa Fallujah desde janeiro e é criticado pela al-Qaeda pela sua excessiva violência.

Segundo a Lusa, o governador provincial de Nínive, que divulgou a notícia, disse que após dias de combate ocorreu "um grande derrube" das forças do exército iraquiano. O ataque dos rebeldes a Mossul começou na semana passada e desde então têm havido violentos combates.

Centenas de rebeldes armados lançaram durante a noite o assalto final a Mossul, que fica situada a 350 km ao norte de Bagdade, e tomaram o controle da sede do governo, das prisões e das televisões, antes da queda completa da cidade. Os rebeldes apoderaram-se também de bases militares, de helicópteros, do aeroporto, incendiaram esquadras e dizem ter libertado três mil presos.

Um jornalista da France Presse no local disse que as forças de segurança abandonaram os seus veículos, enquanto as esquadras da polícia foram incendiadas.

O jornal “Público” diz que 150 mil pessoas, segundo os primeiros balanços, já fugiram da área, provocando nesta terça-feira um enorme engarrafamento de automóveis que entupia as estradas de acesso à região autónoma do Curdistão.

Amina Ibrahim, uma das milhares de pessoas em fuga, disse: “Mossul parece o Inferno. Há chamas e morte por todo o lado”.

Residentes na cidade disseram à agência AP que os rebeldes anunciaram, através de altifalantes, que estão a “libertar Mossul e que só lutariam contra quem os atacasse”.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, numa declaração feita esta terça-feira na televisão oficial anunciou que fornecerá armas e equipamento aos cidadãos que se ofereçam para combater os rebeldes. Anunciou também a criação pelo governo de “um gabinete especial de crise para acompanhar o processo de voluntariado, de equipamento e de armamento”.

Maliki pediu também ao parlamento que decrete o estado de emergência, admitiu que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante "se apropriou de instalações vitais", especialmente na província petrolífera de Ninive e na sua capital Mossul, e pediu ajuda internacional, especialmente à ONU, à Liga Árabe e à União Europeia.