Na edição de terça-feira do diário económico Handelsblatt, uma fonte do governo alemão é citada a dizer que “o BCE vai aproveitar a oportunidade” para sair da troika de credores da Grécia.
A hipótese já tinha sido levantada após o anúncio do programa de compra de obrigações de dívida no mercado secundário por parte de Mario Draghi. Para o jornal alemão, este programa pode criar conflitos de interesses com o papel do BCE ao intervir no rumo das finanças gregas.
O FMI parece querer também acompanhar o BCE na saída ou fezê-lo a curto prazo, revela também o Handelsblatt, citado pela Reuters, mas sem atribuir essa manifestação de vontade a qualquer fonte.
Sem o FMI e o BCE na missão da troika em Atenas, ela ficaria entregue apenas à Comissão Europeia. E o seu presidente Jean Claude Juncker, que estará reunido com Alexis Tsipras esta quarta-feira, foi o primeiro a vir a público dizer que se deve encontrar uma alternativa “rapidamente” à presença da troika na Grécia.
O papel da missão da troika ficou comprometido logo na primeira conferência de imprensa conjunta do ministro das Finanças grego e do Presidente do Eurogrupo, com o primeiro a dizer que a Grécia passará a negociar diretamente com as três instituições, BCE, FMI e Comissão Europeia. Mal acabou a conferência de imprensa, Dijsselbloem terá segredado a Varoufakis: “Você acabou de matar a troika”.