Em assembleia geral do sindicato realizada este sábado em Coimbra, os magistrados do Ministério Público mandataram a direção para realizar, em “data oportuna”, uma greve em protesto contra o Orçamento de Estado de 2013, que consideram inconstitucional. Uma moção apresentada na assembleia que concretizava a proposta, no sentido da adesão à greve geral de dia 14 de Novembro foi, porém, rejeitada por maioria. Para se opor à adesão à greve geral, a direção argumentou que esta foi convocada por uma central sindical contra outra, um argumento semelhante ao dado pelo próprio secretário-geral da UGT.
Rui Cardoso, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, após a assembleia que reuniu cerca de uma centena de procuradores, disse: “Estamos muito preocupados e consideramos que é necessário fazer alguma coisa. Há que tentar impedir que esta constante compressão da Constituição se mantenha. A dimensão do sacrifício imposta aos servidores públicos é o dobro da imposta ao sector privado.”
Rui Cardoso explicou que, devido ao seu regime legal de exclusividade, que os impede de procurar rendimentos noutras atividades, os magistrados serão particularmente afetados por estas novas medidas.
Fontes ouvidas pelo Esquerda.net consideraram haver mais que razões para ir para a greve, e que, para isso, era necessário marcá-la desde já, destacando que o SMMP tem saudado a coragem e a combatividade dos colegas gregos ou sérvios, e por isso devia seguir o mesmo caminho.