Merkel defende que “a Grécia nunca deveria ter sido admitida no Euro"

29 de agosto 2013 - 13:15

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou, durante uma acção de campanha, que a Grécia não deveria ter sido admitida na zona do euro, responsabilizando o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder pela atual crise.

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Foto World Economic Forum

"A crise surgiu ao longo de vários anos, devido a erros na fundação do euro. Por exemplo, a Grécia nunca deveria ter entrado na zona euro", frisou Merkel perante cerca de mil apoiantes do seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), durante uma ação de campanha em Rendsburg, no Estado federado de Schleswig-Holstein.

"O chanceler Schröder aceitou a Grécia (em 2001) e enfraqueceu o Pacto de Estabilidade, e ambas decisões foram fundamentalmente equivocadas, e um dos pontos de partida dos problemas atuais", acrescentou.

Durante o seu discurso, Merkel reforçou a ideia de que é preciso uma moeda única europeia forte, mas deixou claro que tal só será viável por meio de reformas nos países em dificuldades, como é o caso da Grécia.

"(A zona do euro) é um tesouro tão grande, uma bênção tão grande, que não podemos colocá-la em dúvida", avançou a chanceler, sublinhando que é “por esse motivo que temos mostrado solidariedade, mas solidariedade sempre condicionada a reformas nos países que experimentam a nossa solidariedade."

Segundo apontam as últimas sondagens divulgadas, a coligação CDU/FDP, liderada por Angela Merkel, terá uma vantagem de quatro pontos percentuais face aos resultados obtidos pelo SDP (22%), Verdes (13%) e o partido de esquerda Die Linke (8%).

Os liberais do FDP têm, contudo, vindo a descer nas intenções de voto, e fixam-se, atualmente, nos 6%, correndo o perigo de não alcançar os 5% necessários para obter representação no Parlamento alemão.

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