“O futuro de muitas cidades depende das nossas escolhas sobre as emissões de CO2, mas parece que já é muito tarde para algumas delas, segundo a nossa análise”, declara Ben Strauss, autor principal do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (pnas.org).
Ben Strauss, que é vice-presidente da ONG Climate Central, afirma: “Já sabemos que vai acontecer, a única dúvida é saber quando”.
Se nada for feito para reduzir a queima de combustíveis fósseis até ao ano de 2100, o planeta enfrentará uma subida do nível do mar de entre 4,3 e 9,9 metros, explica Strauss.
“Algo pode ocorrer tão rapidamente como no próximo século (...), mas também pode demorar muitos séculos”, assinalou Strauss.
O cientista diz que “é difícil imaginar como defender Miami a longo prazo”, explicando que a baixa altitude de Miami e o seu terreno pantanoso tornam difícil a construção de barreiras e diques.
Strauss diz que Nova Orleães também ficará submersa e destaca que “o que ocorrerá em Nova Orleães será muito triste (...) e muito pior do que em Miami”.
Segundo o estudo, Nova Iorque também não escapará e poderá ficar submersa a partir de 2085.
Nos EUA, o Estado da Florida tem o maior número de grandes cidades sob o risco de ficarem submersas. Depois da Florida, outros três Estados americanos sofrerão maiores problemas: Califórnia, Luisiana e Nova Iorque.