Maria Emília Reis fez parte da comissão diretiva do sindicato do vestuário do Porto logo após o 25 de Abril de 1974 e, posteriormente, foi sempre dirigente sindical do setor têxtil, vestuário e calçado. Em 1977 foi eleita para o Conselho Nacional da CGTP, tendo pertencido à direção desta central sindical de 1977 a 2003. Entre 1986 e 2003, durante 17 anos, pertenceu à comissão executiva da CGTP.
Maria Emília Reis era também uma destacada ativista dos movimentos operários da ação católica, na sua juventude pertenceu à JOC (juventude operária católica) e mais tarde à LOC (liga operária católica), fazendo também parte da Base-Fut.
Maria Emília Reis "dedicou toda a sua vida ao Movimento Sindical e à luta pela defesa dos direitos, pela dignificação das/dos trabalhadoras/es, pela igualdade entre mulheres e homens e por uma sociedade de progresso e de justiça social”
Em mensagem enviada a todo o movimento sindical e assinada por Arménio Carlos, a comissão executiva da CGTP, salienta que Maria Emília Reis foi uma “dirigente empenhada da CGTP-IN que dedicou toda a sua vida ao Movimento Sindical e à luta pela defesa dos direitos, pela dignificação das/dos trabalhadoras/es, pela igualdade entre mulheres e homens e por uma sociedade de progresso e de justiça social”.
Na página da Basefut-porto no facebook, uma mensagem individual assinala que Maria Emília Reis viveu “toda a vida a lutar por valores como a liberdade, a emancipação da juventude, a dignidade humana, a justiça para todos, o direito à greve, a formação de mentalidades e de consciência cívica”.