Em declarações à Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), confirmou que a parte operacional do Metro de Lisboa esteve totalmente paralisada esta quinta feira, não havendo trabalhadores em serviço. Os comboios não circularam e as estações mantiveram-se encerradas até cerca das 10h30.
"A adesão é total. Está a decorrer mais uma grande forma de luta dos trabalhadores do Metropolitano em torno daquilo que são as nossas reivindicações, que vêm sendo cada vez mais agravadas por força das medidas avulsas que este Governo vai tomando", avançou a sindicalista logo pela manhã.
"Os trabalhadores têm feito muito por esta empresa e querem continuar a defendê-la enquanto empresa do setor público e querem trabalho com direitos e digno", acrescentou.
Novas paralisações nos dias 16 e 23 de janeiro
A FECTRANS já anunciou, entretanto, novas greves para os dias 16 e 23 de janeiro.
Com estas paralisações, os trabalhadores pretendem demonstrar o seu protesto face às medidas previstas no decreto-lei 133/2012, que visa "abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração", referiu Anabela Carvalheira.
Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o Orçamento do Estado para 2014, que, afirmam, elege novamente como alvo "os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável", frisou a representante da FECTRANS.