Novas greves nos transportes

05 de março 2011 - 14:17

Os maquinistas da CP vão paralisar no dia 23 de Março, entre as 5h e as 9h. Outras paralisações estão convocadas na Soflusa, na Transtejo e no Metro de Lisboa. Os trabalhadores dos transportes lutam contra os cortes salariais e exigem o respeito pela negociação colectiva.

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Comboio da CP - Foto de Paulete Matos

Os trabalhadores do Metro de Lisboa paralisarão nos próximos dias 15 e 24 de Março, entre as 5.30h e as 12h. Na Soflusa e na Transtejo as paralisações serão no dia 23 de Março, de três horas em cada turno. Os trabalhadores dos STCP fazem greve ao trabalho extraordinário de 7 a 11 de Março.

Na CP, a greve às horas extraordinárias levou à supressão de mais de 700 comboios entre as passadas segunda e sexta feira. De 28 de Fevereiro às 16 horas de 4 de Março foram suprimidos 708 comboios, segundo fonte oficial da CP. Os trabalhadores da CP, e também da CP-Carga, irão prosseguir a greve às horas extraordinárias até ao final de Abril.

Segundo a Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações – CGTP), os trabalhadores aprovaram uma moção na concentração realizada no passado dia 2 de Março, onde exigem o “respeito pelos Acordos de Empresa e contratação colectiva” e “a devolução, dos valores ilegalmente retidos, de todas as prestações vencidas em 2010”. Nessa moção, os trabalhadores dos transportes repudiam também “o anúncio que o governo fez de novas medidas de austeridade”, defendem os postos de trabalho e “um serviço público de transportes ao serviço das populações e do país”, afirmam a sua oposição às privatizações e apelam “à continuação da luta nas empresas do sector, nomeadamente nas diversas acções já marcadas, tais como a manifestação de 19 de Março de 2011”.

Em declarações à agência Lusa, Amável Alves da Fectrans disse que o Governo, "em vez de atacar questões como os milhões enterrados no BPP e no BPN e os que se perdem com a economia clandestina, prefere penalizar o mais fraco e isso não aceitamos" e realçou: "As greves são a forma que os trabalhadores têm de mostrar a sua indignação pela forma prepotente como o Governo resolveu desrespeitar a contratação colectiva".