O desemprego é "a consequência mais dramática da política de austeridade”

30 de novembro 2012 - 15:40

Perante o aumento do número de desempregados em Portugal, o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, defende que "a urgência do momento é a demissão do governo", na medida em que, no próximo ano, a taxa de desemprego, que agora atinge os 16,3%, continuará a subir.

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Foto de Paulete Matos.

"A urgência do momento é a demissão do governo, porque se em 2012 foi assim, em 2013 o país vai ficar muito pior, com uma economia muito mais colapsada, com uma economia em agonia e o desemprego não deixará de crescer", adiantou João Semedo esta sexta feira, reiterando que é por isso que o Bloco insiste que “está na hora deste governo se ir embora".

Para o dirigente bloquista, o desemprego é "a consequência mais dramática da política de austeridade e de recessão económica que a ´troika' e o governo têm conduzido no último ano e meio".

"O que é grave é que o aumento do desemprego não faz parar essa política, não faz parar o governo", lamentou, apontando o desemprego como "o maior flagelo da situação portuguesa".

"No último ano, em cada mês, 12 mil portugueses e portuguesas caíram no desemprego. Não há nenhuma perspetiva de crescimento económico, não há novos empregos para mais de um milhão de desempregados", lembrou.

Portugal tem a terceira taxa de desemprego mais alta entre os Estados-membros

O gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) reviu em alta os dados anteriormente divulgados que apontavam para uma taxa de desemprego, em Portugal, de 15,7% em outubro, adiantando que a mesma ascendeu, nesse mês, a 16,2%, o que representa um aumento de 2,6 pontos em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,1% face ao mês anterior.

Portugal apresenta a terceira taxa de desemprego mais elevada entre os Estados-membros, sendo apenas ultrapassada por Espanha (26,2%) e Grécia (25,4%, valor referente a agosto).

A taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos subiu, por sua vez, 6% relativamente ao mesmo período do ano passado e 0,1% face ao mês anterior.

Na zona euro, a taxa de desemprego fixou-se em 11,7% em outubro, contra os 11,6% registados em setembro, e na União a 27 em 10,7%, comparativamente com os 10,6% observados no mês anterior.

Desemprego na União europeia é “inaceitavelmente alto”

“O nível de desemprego na Europa permanece inaceitavelmente alto”, adiantou o porta-voz do comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Jonathan Todd, em reação aos dados do Eurostat anunciados esta sexta feira.

“A situação crítica ao nível do desemprego demonstra a necessidade de pôr fim à atual crise económica e dar prioridade à criação de emprego”, defendeu, sublinhando que o desemprego na Europa está a atingir níveis "historicamente elevados".



 



 

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