O governo “não tem mais condições” para governar

14 de setembro 2012 - 18:50

A deputada do Bloco, Mariana Aiveca, considera que o governo “não tem mais condições” para governar, porque “não cumpriu” as promessas eleitorais e está a conduzir o país para a “desgraça”. “Não há nenhuma credibilidade neste governo”, sublinha.

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Foto de Paulete Matos.

A dirigente bloquista, que esta sexta feira visitou o distrito de Portalegre e reuniu-se com várias organizações sindicais da região para debater o novo código laboral, as recentes medidas de austeridade e a situação dramática do distrito face ao abandono por parte do executivo, sublinhou que o governo entrou numa “curva descendente” e que a coligação PSD/CDS-PP “não tem mais credibilidade” para governar o país.

“Vejam-se os episódios até dentro da própria coligação. Passos Coelho dizia-nos ontem que Paulo Portas sabia de tudo. Paulo Portas tem mantido um silêncio dizendo que quer ouvir o partido e, portanto, não há nenhuma credibilidade neste governo”, salientou Mariana Aiveca em declarações à agência Lusa.

Para a deputada bloquista, o governo “não tem mais condições” para governar, porque “não cumpriu” as promessas eleitorais e está a conduzir o país para a “desgraça”.

Falando sobre a entrevista concedida por Passos Coelho esta quinta feira à RTP, a dirigente do Bloco frisou que o primeiro ministro “não explicou nada” e que Passos Coelho “continua a fazer uma provocação ao povo português e continua a dizer, com todas as letras, ao povo português que quer empobrecer o país, que quer empobrecer os trabalhadores, que quer que as transferências do trabalho passem inteirinhas para o capital, sem nenhuma vergonha”.

No que respeita ao aumento de 7% das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social e da diminuição da Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas de 23% para 18%, Mariana Aiveca adiantou que “toda a gente, desde sindicatos a associações patronais”, defende que esta medida constitui apenas “uma transferência do dinheiro dos trabalhadores para o capital”, e não é geradora de emprego.

Durante a sua visita ao distrito, a deputada bloquista lamentou a situação vivida em Portalegre, considerando que o governo “espatifou” a ferrovia e a indústria, acentuando as desigualdades sociais e as assimetrias regionais.

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